O Espaço-Oficina de Psicanálise agradece ao Movimento Articulação e reconhece a vitória conquistada pela insistência discursiva, pela fala, pelo dizer. Essa é uma ação política importante, uma decisão que reafirma um ponto fundamental para psicanálise e a formação do analista. Como defende o Movimento Articulação:

"A formação do psicanalista não se dá por meio de diploma, mas pelo tripé que sustenta a psicanálise - análise pessoal, teoria e supervisão enquanto experiências constituídas por laços de trabalho garantidos pelas instituições psicanalíticas. Ao retirar a nomeação "psicanalista" do diploma acadêmico, preservam-se a ética, a especificidade e autonomia do campo psicanalítico estabelecendo-se um limite claro entre a formação universitária e a prática clínica."

Seminário A Transferência (1960 – 1961)

É notável o empenho de Lacan, a cada ano de seu seminário, em fazer com que nos interroguemos a respeito do que é uma psicanálise, procurando, por diferentes vias, dar-lhe um suporte rigoroso. Se não se trata, para a psicanálise, do rigor próprio à atividade científica, cabe-lhe, no entanto, produzir seus termos, para que essa experiência seja verificada e criticada de forma consequente. No seminário O ato psicanalítico, que acabamos de atravessar, essa exigência se exerceu pela via privilegiada da lógica. Se, neste seminário, Lacan começa por cernir a estrutura do ato analítico como ato de suportar a transferência, no seminário A transferência – e vale dizer que o título que Lacan deu a ele foi A transferência em sua disparidade subjetiva, sua pretensa situação, suas excursões técnicas – seu propósito é delinear a posição do analista e a função de uma análise através desse fenômeno do campo do amor que é a transferência. Afinal, qual é a especificidade do amor de transferência, qual é seu poder? E em que ele pode subverter ou se contrapor a um certo império do amor difundido no laço social?
A fim de dissecar de que amor se trata nessa singular experiência, Lacan se servirá da referência ao Banquete de Platão, chegando à trilogia de Claudel para pinçar o que chama de experiência radical do desejo.
São muitos os pontos a partir dos quais seremos novamente convidados a interrogar a função do analista, sua responsabilidade e lugar "no momento em que o sujeito está no único caminho a que devíamos conduzi-lo, aquele onde ele deve articular seu desejo" (LACAN, A transferência).

Caderno de Atividades 2026

Atividades oferecidas pelo Espaço-Oficina de Psicanálise em 2026

O Espaço-Oficina de Psicanálise

Nosso Espaço-Oficina deve seu nome a uma certa imagem-significante, aquela de uma oficina, um ateliê onde, a partir de uma matéria conceitual comum, corpos de dizeres podem se pôr a criar, modelar, tecer, ler, escrever e arranjar, reconhecendo junto com alguns outros aquilo que alingua (lalangue) já fez de nós enquanto sujeitos.

Notícias

  • Jornada do Seminário “O ato psicanálitico”

    Estamos nos aproximando de nossa Jornada “A formação e o Ato Analítico” que acontecerá nos dias 19 e 20 de [...]

  • Caderno de Atividades 2025

    Atividades oferecidas pelo Espaço-Oficina de Psicanálise em 2025.

  • Encontros de Sábado

    O Espaço-Oficina de Psicanálise convida para o Encontro de Sábado, no dia 9 de novembro, onde será realizado um debate a partir do filme "O Lagosta", de Yorgos Lanthimos.

Publicações

  • Classificação lacaniana das estruturas subjetivas

    Este livro se dirige antes de tudo ao estudante, psicoterapeuta, psicanalista, ou psiquiatra. A nosografia exposta aqui se funda de saída sobre a clínica psiquiátrica clássica revisitada por Sigmund Freud e Jacques Lacan. Levar em consideração o inconsciente lhe dá uma outra leitura.

    Os casos clínicos tecidos com os elementos teóricos permitem se preender a necessidade e pôr à prova sua validade. As observações clínicas escolhidas permitem estudar o que se passa ao nível do corpo, mas também ao nível da linguagem e da imagem especular, articulando assim os diferentes registros, Imaginário, Simbólico e Real, nos quais o falante vem à existência.

    Nas apresentações de casos, pode-se seguir os trilhos da teoria até a clínica contemporânea. Se cada sujeito é único, as ocorrências possíveis de estruturação são em número reduzido e reencontramos o tripé freudiano: neuroses, perversões e psicoses.

    Ferramenta de trabalho, este livro se endereça também a todos aqueles que se interessam pela questão do que é um sujeito humano: em que a linguagem o diferencia radicalmente do animal?

    Tradução do francês realizada sob a coordenação de Sylvia Morard, com a colaboração de: Eduardo Rocha; João Paulo Koglin; Lívia Santana; Marcela Americano; Sergio Bezz.

    Autores: Danièle Brillaud

    Editora: 7Letras

    Ano: 2023

    ISBN: 978-65-5905-691-0

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