Leitura dos seminários de J. Lacan
Seminário … ou pior (1971-1972)
Coordenação: Eduardo Rocha, Isabela Xavier F. de Sá e Vanessa Klein
Horário: terças-feiras de 10h30 a 12h30
Meio de encontro: presencial (com possibilidade de participação por plataforma Zoom)
Por que ir ao “…ou pior” agora?
Após O ato psicanalítico e o seminário sobre A transferência – quando nos encontramos às voltas com o que constitui o desejo do analista a partir da posição que ele deve ocupar na transferência, esse tipo de laço de amor apenso ao saber – decidimos acompanhar a indicação dos colegas da Association lacanienne internationale (ALI) de seguir para aquele no qual Lacan retoma a questão do amor, afirmando “que da inconsistência dos antigos ditos de amor caiba à análise a tarefa de fazer a crítica, isso é o que resulta da própria ideia de inconsciente, no que ele se revela um saber.” (LACAN, … ou pior)
Ao chegar a esse seminário, ele já havia lançado as bases de sua topologia, delimitado o conceito de objeto a, estabelecido a psicanálise como um dos quatro discursos que conformam o laço social, e avançava em seu trabalho de formalização da psicanálise, pelo qual ele relança a questão ética. Ele o intercalou com um ciclo de conferências no Hospital de Sainte-Anne – O saber do psicanalista – dirigido aos residentes de psiquiatria, e, nesse caminho, buscou na lógica matemática as ferramentas para sustentar sua tese maior: não há relação sexual. Sua via foi a de trabalhar com a questão do Um, lançando mão, dentre outras, das teorias de Frege e de Cantor. Lacan seguirá, como de hábito, questionando a posição do analista, como quando diz: “É que fazer-se um ser de abjeção pressupõe o analista enraizado de outra maneira numa prática que joga com outro real: justamente aquele que é nossa aposta dizer.” (LACAN, … ou pior).
Aí estamos nós tentando sustentar, por mais um ano, um encontro tão necessário quanto falhado com o ensino de Lacan.


