Corpo, Gozo e Política

O corpo do sujeito contemporâneo está indubitavelmente no coração do laço social, mas trata-se de um corpo cujo estatuto foi modificado pela mutação acelerada de nossas sociedades modernas governadas, como sabemos, pelo capitalismo e pela economia de mercado. Hoje o corpo serve para tudo: página em branco para novas inscrições que vão do luto à filiação através da tatuagem, sede de construções identitárias múltiplas e mutáveis, incluindo as sexuais, e graças à cirurgia e outras proezas técnicas, ele se tornou modulável ao infinito.

A esfera política escaparia ao império desse corpo fadado a responder a todas as exigências da modernidade e sobretudo a essa prescrição de um gozo sem limites? Dito de outra forma, como o corpo se faz presente na política hoje? Com que efeitos? Estaríamos assistindo ao nascimento de uma nova forma de fazer política ou ao fim da política? Uma articulação nova entre corpo, gozo e ato político seria possível?

Angela Jesuíno

 

19 de outubro  

Conferência Corpo, Gozo e Política. Angela Jesuíno – psicanalista, analista membro da Association Lacanienne Internationale

Debatedora: Adriana Facina, professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Museu Nacional/UFRJ

Mediação: Monica Magalhães, psicanalista, membro fundador do Espaço-Oficina de Psicanálise

Horário: 18h30 a 21h