Estação Leituras

Travessia de Textos Fundamentais da Psicanálise

Coordenação: Karina Bermudez, Lívia Santana e Vanessa Klein
Horário: terça-feira, de 19h a 20h30

Data dos encontros: 7/4, 14/4, 28/4, 5/5, 12/5, 18/5, 26/5, 2/6, 9/6 e 16/6.

Inscrições: até 3 de abril, através do email ensinoetransmissaoeop@gmail.com

Início: 7 de abril de 2026
Meio de encontro: plataforma Zoom

A cada ano, o Espaço-Oficina de Psicanálise abre um trabalho de leitura e discussão dos textos fundamentais da psicanálise, que se passa num período delimitado. Há algumas edições, vimos renovando a aposta de atravessar textos de Freud, que tenham relação com o seminário de Lacan escolhido como o eixo de trabalho institucional do ano. Quem chegar a essa estação, independentemente de seu percurso e formação, será convidado a uma leitura coletiva do texto, a partir de questões e pontos de ênfase ressaltados por cada um, favorecendo o questionamento e a elaboração singular. No Estação Leituras somos lembrados de que a psicanálise é um campo no qual pegamos o bonde em movimento, cada um embarca no ponto em que está.

Em 2026, serão 10 encontros ao longo de dois meses e meio. Dedicaremo-nos à leitura dos textos de Freud Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise (1912), e A dinâmica da transferência (1912), escritos que dialogam com o Seminário VIII, A transferência de J. Lacan, e nos convidam a pensar sobre o que se faz numa psicanálise, o lugar do analista, a função e os limites da transferência e como ela se entrelaça com o saber na experiência analítica.

Freud já apontava a transferência como sendo a mola propulsora do tratamento analítico, ao mesmo tempo que “…permanece sendo um enigma a razão por que, na análise, a transferência surge como a resistência mais poderosa ao tratamento, enquanto que, fora dela, deve ser encarada como veículo de cura e condição de sucesso” (FREUD, A dinâmica da transferência). Condição e entrave, como nos orientarmos aqui? E mais, se a transferência não se restringe à relação com o analista, o que a especifica no enquadre de uma análise? Causados por essas questões, trataremos de interrogar não apenas o que é a transferência, mas como ela deve ser manejada de modo a favorecer o discurso analítico.

A proposta acolhe tanto aqueles que já têm um percurso no campo quanto os que estão iniciando seu caminho ou desejam se aproximar da psicanálise, interessados em participar deste tempo de trabalho, escuta e elaboração compartilhados.